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Baneses
  Mais reformas nas aposentadorias  
     
 

As reformas promovidas por vários países em seus sistemas de aposentadoria ajudaram a conter a alta em custos futuros, decorrente do envelhecimento das populações, mas não serão o suficiente para fazer as contas fecharem. A conclusão faz parte de um estudo divulgado ontem pela Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).

Em seu relatório anual "Dados sobre Aposentadorias 2013", a associação de países ricos para a formulação de políticas econômicas afirma que os governos precisam fazer mais ações para encorajar as pessoas a trabalhar por mais tempo e poupar mais para que suas aposentadorias possam proporcionar padrões de vida adequados. As autoridades também devem ficar atentas para evitar o aumento da pobreza e da desigualdade de renda entre idosos.

O relatório afirma que a maioria dos 34 países que integram a OCDE terá até 2050 uma idade de aposentadoria, tanto para homens como para mulheres, de pelo menos 67 anos. Em relação aos níveis atuais, isso representa uma alta média de 3,5 anos para os homens e de 4,5 anos para as mulheres.

Uma das consequências das recentes reformas, aceleradas pela crise financeira global de 2008, é que a maioria das pessoas que entram no mercado de trabalho hoje vão receber aposentadorias menores do que as de gerações prévias e precisarão poupar mais para o futuro. O adiamento da idade de aposentadoria pode compensar parte dessas reduções, mas no geral cada ano de contribuição à previdência irá resultar em pagamentos menores do que os atuais.

De acordo com o estudo, os assalariados de baixa renda foram menos atingidos pelos cortes realizados na maioria dos países e receberão aposentadorias ao redor de 70% dos seus vencimentos. Já os de renda média receberão por volta de 54% e os de renda alta, apenas 48%.
"A elevação da idade de aposentadoria e a promoção de pensões privadas são passos na direção certa, mas por si só são insuficientes", diz José Ángel Gurría, secretário-geral da OCDE. "Os governos precisam considerar o impacto de longo prazo sobre a coesão social, a desigualdade e a pobreza. Garantir que todos tenham um padrão de vida decente após décadas de trabalho deve ser prioritário nas políticas públicas." (Valor Online)